Casal é investigado por tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão em Porto Velho




A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (5) a Operação FINIS MESSIS, que investiga um casal de Porto Velho (RO) por tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão.

Investigações apontam que o casal estaria aliciando pessoas em situação de vulnerabilidade, geralmente pessoas em situação de rua. O casal oferecia as vítimas trabalho de extração de castanhas na Bolívia.

Ao chegarem ao destino, as vítimas percebiam que foram enganadas, sendo submetidas a situação extremamente degradante e desumana, com uso de violência física e psicológica.

Além disso as vítimas tiveram documentos retidos pelos aliciadores e foram proibidas de deixar o local de trabalho.

O casal também é acusado de cobrar altos valores pelo consumo de produtos e alimentos, caracterizando servidão por dívida, além do fornecimento diário de álcool e substância entorpecentes, no intuito de deixarem as vítimas ainda mais subjugadas e endividadas.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela 7ª Vara Federal de Porto Velho.

No interior das residências, localizadas em um vilarejo na zona rural de Porto Velho, a Polícia Federal apreendeu equipamentos eletrônicos e documentos para auxiliar nas investigações.

As penas para os delitos de redução a condição análoga à de escravo (art. 149 do Código Penal) e para o tráfico de pessoas (art. 149-A do Código Penal) podem chegar a 8 (oito) anos de prisão por cada um dos crimes, sem prejuízo de outras imputações penais identificadas ao longo das investigações.

O nome da operação, “FINIS MESSIS”, significa “fim da colheita” em latim, faz referência a atividade desempenhada pelas vítimas, consistente na extração de castanhas e outros produtos, bem como na atuação da Polícia Federal no intuito de impedir/dificultar a continuidade da atividade criminosa que vinha sendo realizada.


Diariodaamazonia

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