Sesau exonera profissionais emergenciais da Saúde que atuavam com pacientes da Covid-19

 



O comunicado chegou através de uma listagem publicada no final do expediente da última terça-feira (14)


Servidores da saúde que foram contratados de forma emergencial para o combate à covid-19 lamentam a forma como foram dispensados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Nesta semana foram informados das exonerações e não foram informados da previsão para o pagamento das rescisões contratuais. O comunicado chegou através de uma listagem publicada no final do expediente da última terça-feira (14).

Os profissionais de saúde ficaram constrangidos com as demissões antes do tempo previsto anteriormente. “Havia uma previsão para a dispensa ocorrer em dezembro, mas foi antecipada para setembro sem prévio aviso. Nossa vida financeira foi programa para esse período”, lamentou uma profissional de enfermagem. A ex-servidora também disse que “houve essa exoneração em massa e tivemos aqui por mais de um ano dando o nosso melhor e da pior forma formos descartados”, desabafou.

Os emergenciais exonerados são 220 do Hospital de Base Ary Pinheiro, 215 do Pronto Socorro João Paulo II e 72 do Hospital de Campanha de Porto Velho, totalizando 507 servidores exonerados nesta semana. Todos foram contratados temporariamente e de forma emergencial durante o período crítico da pandemia do novo coronavirus.

Em um grupo de WhatsApp, circula áudio atribuído a uma diretora do HB, que faz agradecimentos aos servidores pelos serviços prestados e alerta que dentro de 15 dias novas exonerações devem ocorrer. A diretora também demostra preocupação com a falta de servidores alegando que a demanda de atendimentos é grande e que esses profissionais emergenciais estavam sendo úteis para os serviços. A Saúde está com o quadro de profissionais defasado. O último concurso foi realizado em 2017 e ainda tem lista de espera para contratações. Profissionais aprovados questionam a demora do Estado para efetivar as contrações.

Nesta manhã, os servidores exonerados foram até a Secretária de Estado de Saúde em busca de informações.

A reportagem do Diário da Amazônia pediu informações da assessoria, e em nota a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), informou que a decisão foi tomada após as significativas quedas dos números de casos e de internação nas UTIs. E como “há tendência de redução, manter esses profissionais poderia acarretar prejuízos na folhas de pagamentos”.

Confira a nota da Sesau na íntegra

Desde o início da pandemia, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), realiza medidas de combate ao coronavírus. Rondônia está há cinco meses sem fila de espera, comparado com o pico da segunda onda no dia 17 de março de 2021 Eram 856 pacientes internados e mais 170 na fila de espera, totalizando 1.024. Atualmente o Estado possui 69 pacientes internados com a covid-19, sendo 35 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com a queda de internações, alguns servidores contratados temporariamente (emergenciais) para tratar esses pacientes estão sendo dispensados de hospitais estaduais. A secretaria de saúde juntamente com a Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep) esclarece que está dando prioridade no processo de rescisão dos profissionais.

A Secretaria de Saúde agradece a todos os profissionais de saúde que dedicaram seu tempo para salvar muitas vidas. Todos foram fundamentais e indispensáveis desde o início da pandemia.


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