PRESIDENTE RECONHECE DIFICULDADES, DIZ QUE ESGOTOU RECURSOS POLÍTICOS E AGORA TEM QUE SER JUDICIÁRIO

Na sessão ordinária desta segunda-feira, 21, da Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim, o presidente Serginho Bouez (PSB) reconheceu que todos os recursos políticos para solucionar o impasse do fechamento do porto da cidade foram esgotados e agora só resta o caminho do Judiciário.

Bouez disse que esteve em Porto Velho onde tratou do assunto junto à Assembléia Legislativa, ao Governo do Estado e ao Ministério Público Federal  e foi aconselhado por um Procurador a acionar o Poder Judiciário através de um Mandado de Segurança contra a medida do Governo Federal que implantou o sistema de transporte fluvial entre as cidades de Guajará-Mirim (Brasil) e Guayaramerin (Bolívia) através de balsa e exterminou o feito por pequenos barcos.

A medida foi sentida de imediato pelas duas populações, gerou movimentos – que ainda prosseguem – e ameaça o desemprego em massa nas duas cidades da fronteira.

Preocupado com a gravidade do problema, o presidente da Câmara tem mantido permanentes contatos com autoridades políticas e administrativas, inclusive em nível nacional, buscando uma solução amigável para o caso e benéfica para dos dois povos.

Defende a utilização do transporto misto, ou seja, feito pela balsa e pelos chamados “rabetas” – ou PEC-Pec, como também é conhecido – como forma de restabelecer a normalidade na região e evitar um colapso na economia de Guajará-Mirim.

Bouez disse ainda ter tomado conhecimento do fato de um advogado especializado na matéria ter cobrado o valor de 100 mil reais para entrar com a ação.

“Queremos uma solução o mais rápido possível para esse embrólio e que volte `à normalidade as relações comerciais entre as duas cidades, cujos povos sempre viveram em harmonia”, concluiu o presidente Sérgio Bouez.

Fonte:  Assessoria