Jovem adere muay thai e se destaca como única no esporte em Guajará-Mirim

Aos 19 anos, Dhemy Amorim fala de desafios no mundo das artes marciais. Atleta de Guajará-Mirim, RO, se apaixonou pela modalidade e treina há cerca de um mês.

Dhemy Amorim, lutadora de Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas)

A única mulher em uma equipe de homens. Para Dhemy Amorim isso não é problema. Aos 19 anos, a jovem aderiu e se apaixonou pelo muay thai na cidade de Guajará-Mirim, localizada na fronteira com a Bolívia. Os golpes fortes e rápidos da modalidade surgiram como uma opção para emagrecer e manter a forma física, mas aos poucos o interesse pelo esporte aumentou e hoje faz parte de sua rotina.

Dhemy faz parte da Academia de Muay Thai 013, que se instalou em Guajará-Mirim há pouco tempo. Os treinos acontecem às terças, quintas e também aos sábados na Associação Atlética Banco do Brasil, AABB.

A estudante do curso de pedagogia da Universidade Federal de Rondônia, Unir, conta que há alguns anos atrás chegou a praticar o muay thai por pouco tempo e não deu continuidade, mas que agora retomou a vontade de seguir no esporte e melhorar suas habilidades como lutadora.

– Comecei a fazer o muay thai com objetivo de ficar magra, apesar de não estar tão acima do peso, queria mesmo manter o peso. Eu já tinha feito antes e sempre gostei desse tipo de luta, forte e intensa, agora me foquei no retorno e estou muito contente com os treinamentos. A gente aprende a se defender e a se controlar também, melhorei muito principalmente em relação a ansiedade – diz Dhemy.

Dhemy treina com homens e não gosta que eles peguem leve (Foto: Júnior Freitas)

Por ser uma arte marcial que tem um maior número de atletas homens na cidade, a lutadora acredita que aos poucos as mulheres também estão entrando nesse meio e curtindo fazer parte do mundo das artes marciais, principalmente o muay thai. Apesar dos exercícios intensos, cada bateria de atividades funciona como uma sessão de relaxamento e paz interior.

– Eu pratico e recomendo esse esporte para outras mulheres, não pelo fato de ser uma luta, mas porque é saudável, interessante e agradável. Me fez muito bem, tenho certeza que se outras mulheres tiverem a chance também irão se apaixonar e pular de cabeça nessa arte marcial. Não existe o sexo frágil, isso foi uma coisa que a própria sociedade inventou e que se arrastou por muito tempo, mas para mim nunca existiu – conta a universitária.

Fonte: G1/RO/JUNIOR FREITAS