Guajará-Mirim e Nova Mamoré finalizam em Brasília projeto para reconstrução de áreas atingidas pela cheia

Técnicos da Prefeitura de Nova Mamoré e Guajará-Mirim estiveram no Ministério da Integração Nacional, em Brasília, nos dias 10 e 11 de novembro, juntamente com técnicos da Defesa Civil do Estado de Rondônia, para finalizar seus respectivos planos de trabalho de reconstrução dos desastres causados pela cheia do Madeira, no primeiro quadrimestre do corrente ano.

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O município de Guajará-Mirim apresentou seu plano de trabalho de reconstrução com as necessidades da ordem de R$ 42.000.000.00 milhões de reais. Nova Mamoré pleiteia recursos da ordem de R$ 1.000.000,00 de reais para reconstrução de infra-estrutura rural e urbana e R$ 34.000.000,00 para habitação – reconstrução e implantação do projeto Novo Araras.

O plano de trabalho do município de Nova Mamoré está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, envolvendo técnicos das Defesa Civis municipal e estadual, setor de engenharia da prefeitura, secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde e Coordenadoria de Planejamento, com base nas necessidades da população afetada pelo desastre das enchentes.

Em várias reuniões e audiências públicas realizadas com os moradores afetados, de modo a restaurar o cenário através da construção de obras definitivas, considerando-se, sobretudo, os princípios atuais de sustentabilidade e preservação do meio ambiente e a infraestrutura rural básica para assentar 246 famílias, definiu-se que os lotes de chácaras terão 10.000 m2 (200m x 50m).

Cada lote estará dotado de uma residência unifamiliar com 69,75 m2, poço semi-artesiano profundo, reservatório elevado com capacidade de 5 mil litros, sistema de fossa e sumidouro, totalmente cercada com postes de concreto e sete fios de arame liso, energia elétrica, estrada rural com revestimento primário com plataforma de 7,0m, e uma agrovila denominada “Novo Araras”.

Também deverá ser mobiliada com infraestrutura pública básica, compreendendo, um posto de saúde, uma escola polo rural padrão FNDE, com quatro salas de aulas, igrejas, um centro de convivência, um posto policial, além de área disponível para o centro comercial, serviços, indústria madeireira e acesso direto ao rio Madeira através de estrada vicinal.

Os referidos planos de trabalho aguardam agora, a anuência do Ministério da Integração Nacional, considerando-se que os respectivos municípios foram severamente afetados pela cheia do Madeira, e não dispõem de recursos próprios para arcarem com a restauração total destas áreas afetadas.

Fonte: Portal Mamoré.