ELEIÇÕES 2018, PROSPECTOS E PROJEÇÕES por Fábio Marques

Mesmo sem ainda se definir se sai ou não candidato nas eleições gerais de 2018, o ibope do advogado Sérgio Bouez alavanca cada vez mais. Habilidade política o presidente da Câmara tem sobrando. Bom trânsito entre todas as esferas de poderes também. Não é a toa que seu nome vem crescendo na opinião pública na mesma proporção do declínio da apagada atuação do deputado que hoje diz representar Guajará-Mirim, mas cuja erosão política desaba cada vez mais barranco abaixo. A imagem do mediano parlamentar estadual também está queimada perante alguns ex-aliados que apoiaram sua campanha. Muitos inclusive sentem cólicas e enjoos só de escutar a menção de seu nome. Neste quesito, o carismático Sérgio Bouez também está levando vantagem: Bouez não possui inimigos políticos.
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O primeiro passo para o abismo político ocorre quando antigos aliados se bandeiam para outras trincheiras e de repente começam a fazer tiroteio contrário. Os manuais práticos de campanha prescrevem: um eleitor contrário provoca mais estragos difíceis de consertar do que cinqüenta a favor são capazes de contornar. O eleitor contrário é problema.
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O aniversário de Guajará-Mirim, que ocorreu neste último 10 de Abril, acabou passando sem nada de positivo para se celebrar. Guajará-Mirim hoje é uma cidade parada no tempo. Uma cidade sem saúde pública, com empresas fechando as portas, milhares de jovens sem empregos, avenidas repletas de buracos, crateras e águas empoçadas, a violência roubando e matando. Enquanto isso ocorre, um falastrão chegado à um bla-bla-blá de palanque que só engana a quem é ingênuo, puro e besta, está por aí nas paradas gastando o dinheiro público com viagens que até hoje nada trouxeram de retorno em prol população.
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Estamos em ano de eleições. Por isso é salutar que se atente para um detalhe que tem que se relevar. Guajara-Mirim tem uma parcela – ainda que ínfima – de sua população, bastante politizada e também uma parcela da imprensa que a respalda nesta batalha pelo resgate da ética e da honradez na coisa pública. Acima de tudo é preciso aprender a votar, a ter critérios mais rígidos na escolha, dar chances a novas cabeças e ideologias, pois as antigas parecem que estão viciadas.
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Já faz algum tempo que empresas da capital tentaram em vão transferir os incentivos da Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim para Porto Velho, fato que acabou gerando um estado de nervos no comércio local. À época o caso foi abafado pelo finado deputado federal Eduardo Valverde, que contornou a situação e colocou panos quentes no negócio. Ocorre que hoje as conversas de mesas de boteco e balcões de tabernas dão conta de que ainda existe um consórcio com más intenções fazendo lobby no sentido de trabalhar este projeto junto a alguns membros do Estado no Congresso Nacional. Caso esta proposta emplaque, Guajará-Mirim pode se preparar para passar pelo período mais cavernal de sua história, pois além da queda abrupta na arrecadação de impostos, que influencia no repasse de recursos do Governo do Estado, cairiam em seguida mais de oitocentos empregos diretos e outros 1.500 indiretos : chapas, restaurantes, lanchonetes, hotéis, pousadas, escritórios contábeis, taxistas, mototaxistas e todos os demais setores da economia local que hoje dependem da Área de Livre Comércio.

AUTOR: FÁBIO MARQUES