Laboratório do Hospital Regional Limita atendimento por falta de servidores

O Laboratório Municipal de Guajará-Mirim (RO), está limitando a capacidade de atendimento para a realização de exames laboratórios mesmo após ter recebido novos equipamentos no mês de julho. Segundo servidores, não há um número de funcionários suficientes para atender toda a demanda. Pacientes reclamam do atraso nas coletas e entrega de resultados. A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) alega que não pode realizar contratações no momento.

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As máquinas novas adquiridas em julho, seriam capazes de realizar 300 exames por hora e mais de 2.400 exames por dia. Porém, a falta de profissionais mantém as grandes filas e pacientes aguardam atendimento, alguns não conseguem ser atendidos. “É a terceira vez que venho. Chego de madrugada. Cheguei às 3h da manhã e mesmo assim não consegui. Isso é muito feio”, diz a moradora Margot Suez.

A diretora do Hospital Regional de Guajará-Mirim, Kaline Marques, conta que o laboratório recebe exames de pacientes internados, presídios, pacientes enviados através da Casa do Índio e apenas dez fichas para destinada para o restante da população, que representam cerca de 80 pacientes por dia e 500 exames. “Geralmente acabamos atendendo um pouco mais que dez fichas. Pessoas Quem vem da zona rural, por exemplo, é atendido e não volta sem realizar seu exame”, explica.

Um dos cinco bioquímicos que se revezam no atendimento aos pacientes explica que, apesar da tecnologia, faltam recursos humanos para atender toda a necessidade. “Realizamos exames de malária e de rotina, como glicemia, colesterol, testes de gravidez e reumáticos. Precisamos, pelo menos, dobrar o nosso quadro para atender mais pacientes”, explica o bioquímico Denílson Marques.

Procurado pelo G1, o secretário de saúde do município, Luiz Nascimento, explica que a prefeitura não pode contratar no momento, mas há previsão de concurso para o ano que vem. “Perdemos um profissional do laboratório que nos prejudicou ainda mais, mas daremos um jeito para atender os pacientes, colocando um novo responsável e uma nova técnica para ajudar na coleta”, afirma Nascimento.

Fonte: G1/RO.